Quando eu estalar os dedos, vai aparecer aqui uma frase extremamente apelativa que vos vai fazer querer visitar este blog (aparentemente de cinema) compulsivamente... *Snap* ...
"Esquerda, baixo, direita... Cima esquerda, baixo.. Oh porra para isto!..." Não é preciso avançar mais do que uma cena para se perceber que se está perante algo único. "Wall.E" começa com uma panorâmica sobre uma terra abandonada e poeirenta. Uma representação crua acompanhada por uma banda sonora intensa e inquietante. Por alguma razão o pessoal da Pixar (aqui representado pelo realizador Andrew Stanton e o director de fotografia dos Coen , Roger Deakins ) quis começar de uma forma seca e reflexiva, sem a música «engraçadita» e o gag cómico previsível. Somos imediatamente transportados para uma realidade pós-apocalíptica, que é provavelmente o cenário mais improvável para um filme animado que se acredita vir a ter grandes momentos de comédia. Inesperado? No mínimo. Mas isto só vem mostrar que a Pixar não está para brincadeiras. O consagrado estúdio, mesmo depois de ter conquistado tudo o que havia para conquistar nos domínios da animação (ou quase tudo), continua a arriscar através de novas e irreverentes fórmulas. "Wall.E " é umas das experiências mais completas (e complexas) que alguma vez foram tentadas no cinema de animação, com referências que vão desde o reinado de Charles Chaplin no cinema mudo a filmes como "E.T." ou "2001" . A comédia romântica cruza-se com a ficção científica existencialista sem nunca cair no exagero. Texto publicado na íntergra aqui . ...